Seminário Arquiteturas e Aldeamentos Indígenas

Replicando aqui a apresentação do Seminário Arquiteturas e Aldeamentos Indígenas, atividade que conta com a participação de André Tingui em sua organização e que se estenderá por toda a próxima semana. Certamente o evento trará mesas de debates e discussões que se relacionam com nossa pesquisa em andamento, estaremos atentos acompanhando.

“O evento surge em 2019 a partir de experiências do Grupo de Pesquisa EtniCidades – Grupo de Estudos Étnico-Raciais em Arquitetura e Urbanismo, na Faculdade de Arquitetura da UFBA, para pensar as formas de abordagem das questões indígenas no campo da Arquitetura e Urbanismo e conscientizar em relação à consolidação da cidadania plena desses povos. O Seminário tem o objetivo de discutir as arquiteturas indígenas no que diz respeito a técnicas construtivas, produção material e simbólica, mas sobretudo às formas de habitar e às relações que constituem essas Arquiteturas, dando voz e visibilidade às comunidades que lutam nos seus territórios pela sobrevivência e pelo direito à cidadania. 

A segunda edição do evento acontece em um momento crítico para os povos indígenas, não apenas pela pandemia, mas pelo acirramento dos conflitos e violência sobre as comunidades, provenientes do processo neoliberal e neocolonial que ocorre no Brasil. Assim, o 2º Seminário Arquiteturas e Aldeamentos Indígenas: Povos Originários, os donos da terra, busca reafirmar a presença viva e contemporânea dos Povos Originários em sua diversidade, sua ligação ancestral e a primazia inalienável do seu pertencimento a essas terras que chamamos Brasil. O Seminário busca valorizar também a riqueza cultural representada pelos povos indígenas e a potência das visões de mundo desses povos para apontar novos rumos para o desenvolvimento do país.

O momento atual se insere também no processo de construção do novo Projeto Político Pedagógico – PPP da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAUFBA, no qual a questão étnico-racial tornou-se um dos pontos centrais de debate e de demanda dos estudantes cotistas. Assim, buscamos construir um espaço de debate e troca de experiências, a nível nacional, para pensar as formas de abordagem e implementação do ensino, pesquisa e extensão das relações étnico-raciais, e dos temas pertinentes aos povos indígenas nos currículos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, atendendo às Lei 11.645 que torna obrigatório o ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena.”

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